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O livre arbítrio e a vida na comunidade.

Como em toda comunidade há bons e maus momentos, boas e más notícias, alegrias e tristezas coletivas, euforia e desânimo, vaidade e soberba. As boas notícias têm a ver com o fato de muitos de nossos descendentes estarem crescendo como católicos responsáveis, levando a sério nossa herança espiritual. A má notícia é que, às vezes, somos nossos maiores obstáculos nos opondo àquilo prescrito pela Bíblia e agindo em consonância com o mundo que é mal, perpetuando a imoralidade, impureza, paixão, maus desejos, cobiça e idolatria.

Vamos analisar.

O que funcionava há anos, não mais funciona hoje. As pressões da vida contemporânea são enormes. Vivemos em uma era de consumismo e competição constante, mudanças sem precedentes e lutamos para manter a família que ameaça ruir pois é quando o vento sopra mais forte que há de ter raízes mais profundas. Na verdade, as tradições que vem de nossos antepassados sustentava o casamento que hoje ameaça ruir. Nos dias atuais, parece que tentamos sustentar um sentido do certo e do errado quando a cultura popular moderna, pela ação do maligno, parece sugerir que não existe certo nem errado. Na tentativa de elucidar este paradoxo, voltemos ao que está na Bíblia.

Deus deixou claro em Deuteronômio 30,19 que o homem tem o livre arbítrio ao declarar: “Eu coloquei diante de ti a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe a vida para que, assim, teus descendentes possam viver”.

Segundo a Bíblia, não há nada que a humanidade possa fazer que já não tenha sido previsto séculos antes. Mesmo assim, somos totalmente livres para agir segundo nossa própria vontade; portanto, nossa liberdade é que nos torna responsáveis por nossos atos. O que deixaremos aqui em nossa passagem é o bem que plantamos ou as sequelas do mal que fizemos. Conforme mencionado no Prodomus[1] a riqueza está em tudo aquilo que é de si próprio tais como o corpo, a alma, o caráter, o conhecimento adquirido, a inteligência, a mente, a vocação, o amor ao próximo, ou seja, tudo que se pode carregar e levá-los consigo a qualquer lugar. A riqueza está aí. Acumular riqueza para si próprio não conduz a nada. Basta consultar Lucas 12,13-21. O resto é insignificante, pois a riqueza é emprestada e ninguém é dono de nada. Não podemos esquecer que Deus é onisciente, conhece o futuro e não contradiz o princípio do livre arbítrio. Assim sendo, enquanto o homem está ligado ao mundo físico, sua mente está vinculada ao tempo e ele não consegue ver através do tempo que é onde se encontra a explicação de tudo. Segundo Gênesis 6,2. Deus restringe o conhecimento do futuro para dar ao homem o livre arbítrio. Como criador do tempo, Deus pode fazer dele o que desejar.  De acordo com a Bíblia, o tempo não foi criado porque Deus o necessitava, mas era necessário fazer do mundo uma arena de ação para o benefício do próprio homem. Em função do tempo Deus alcançou seu propósito de julgar o mundo de acordo com os atos de cada pessoa. A vida toda é um teste e, muitas vezes, Deus faz um indivíduo passar por momentos difíceis. É a ocasião em que são testadas nossa devoção e nossa fé para que ele comprove o seu próprio potencial, aumentando a confiança em si próprio. Deus dá ao homem a opção de escolher entre o bem e o mal.  Frequentemente, Deus testa o escolhido para que suas qualidades sejam conhecidas pelos outros.

Amiudamente, Deus põe à prova uma pessoa antes de escolhê-la para posições de destaque ou de liderança. Ele pode guiar ou testar o homem, mas cabe ao individuo a escolha entre o bem e o mal. Não podemos esquecer que o homem foi criado para dirigir o seu destino e assim, é totalmente responsável por ele.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

[1]   Os milagres do jesuíta de São Francisco Xavier. Editora Letras e Versos, 1ª edição, Rio de Janeiro,2015.

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