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O Jesuíta Beato José de Anchieta

calixt178A pescaria dos milagres

Transcorria o mês de maio de 1584 quando, vindo do Espírito Santo o padre Cristóvão de Gouveia acompanhando o beato Anchieta aparecem em Maricá. Eles tinham percorrido as residências da missão no Espírito Santo e decidiram lá pernoitar.  Chegaram ao escurecer e passaram a noite na maloca de uns índios aculturados.  Ao amanhecer e bem cedo acompanharam os índios pescadores até a lagoa.  Como sempre faziam, eles pescavam com lanços (redes curtas) e nada retiraram da lagoa até o início da tarde. Embarcado, Anchieta penalizado decidiu ajudar e foi indicando com a mão os locais e antecipando o tipo de peixe que iriam encontrar. Nunca pescaram tanto e tiveram dificuldade para arrastar o barco até a areia. Descarregado o pescado a muito custo, tentaram remover o barco para a água e lá deixar amarrado a uma corda atada a uma pedra.  À força de cinco índios robustos não foi suficiente para remover  barco cada vez mais enterrado na areia.

Desistiram. Anchieta, porém se aproximou, esticou o braço e gesticulou com a mão em direção ao barco, sinalizando: vai!

O barco obedeceu e deslizou mansamente para o mar lá permanecendo durante a noite no mesmo lugar. Foi à pescaria dos milagres.

Relembrando o acontecimento, hoje existe uma estátua de Anchieta em Maricá com a rede de pesca nas mãos.

Ubirajara de Carvalho
Paroquiano e Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão

Para texto anterior: Profecia e Caridade

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