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O esquecido Santo do Brasil

jAO jesuíta José de Anchieta nasceu em S. Cristóvão de La Laguna, capital de Tenerife, Canárias, em março de 1534. Entrou no colégio dos jesuítas em Coimbra por volta de 1551. Doente e com a coluna afetada por um acidente, foi enviado para o Brasil junto com outros missionários em 1553. Não consta nos arquivos quem o designou, embora houvesse comentários sobre a precariedade de sua saúde. Dizia-se que não aguentaria muito tempo na colônia, mas Deus fez acontecer diferente. Não tinha ainda concluído os estudos, embora tivesse uma cultura singular e uma inteligência incomum. Escreveu poesias, peças de teatro e aprendeu a língua dos indígenas que fixou em uma gramática, visando catequizar os nativos, tendo composto na língua tupi diálogos catequéticos. Chegou a São Vicente em dezembro de 1553 e acompanhou o padre Manoel da Nóbrega na fundação do Colégio de São Paulo em 1554.

Intensivista nas suas missões, deslocou-se com Nóbrega para Iperoig (ES) em 1563 para concluir a aliança com os tamoios. No rio de janeiro atuou na linha de frente na expulsão dos franceses em 1567.  Voltando para São Paulo, exerceu vários cargos administrativos em São Vicente até 1578, quando recebeu na Bahia o cargo de provincial.  Retorna ao Rio de Janeiro em 1586 e ajuda a erguer a ermida, origem de nossa paróquia. Entretanto, não consegue descansar, pois é requisitado para Reritiba (atual Anchieta). O padre José de Anchieta exerceu também o cargo de superior até a chegada do padre José da Frota. O jesuíta permaneceu em Reritiba até a sua morte em 09/06/1863. Dedicou 44 anos de sacerdócio na Colônia.

Padre André João Antonil (1649-1716) autor do famoso livro cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas escreveu o livro em 1711, ofertando a obra para Deus como uma dádiva em prol da canonização do “santo do Brasil” tamanha a admiração que tinha por Anchieta.  Aliás, isto está declarado no início do livro, tendo ele sido o pioneiro na divulgação do pedido de canonização de Anchieta. Portanto, entre o pedido de Antonil e a sua canonização, passaram-se mais de 300 anos.

Ubirajara de Carvalho (MESC e Membro do Apostolado da Oração)

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