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Destaques, Reflexão do Dia › 11/12/2020

Nossa Senhora de Guadalupe

Maria apareceu pela primeira vez, na colina de Tepeyac, próximo a cidade do México em 1531 ao Asteca Cuauhtlatohuac nascido em 1474 e batizado em 1525 com o nome de Juan Diego, que se torna profeta, servo fiel e obediente, enviado para transmitir o desejo da Senhora do céu.

O ícone da Senhora de Guadalupe, impresso no manto de Juan Diego, tem a finalidade de unir à sua existência, à sua realidade, no seu dia a dia. É de consolação e socorro nas necessidades do índio e de sua realidade cultural marginalizada.

Depois da aparição de Guadalupe, as conversões ao cristianismo aconteceram em massa: 15 mil batismos por dia! Apesar disso, a evangelização foi lenta, gradativa, cansativa, paciente. No percurso desse caminho, Maria era a estrela evangelizadora. A mensagem cristã é dirigida a todos os homens, sem exclusão de ninguém, mas no plano social a sua credibilidade se concretiza mediante uma opção preferencial pelos fracos e pelos pobres, dizendo respeito à solidariedade do céu com a terra na sua carência mais necessária: o ser humano como obra prima do Criador e sua valorização.

A Virgem pede um templo, como sinal constante de sua presença, para revelar ao mundo a infinita bondade de Deus. Hoje, o Santuário mais visitado do mundo não é Lourdes, ou Loreto ou até mesmo Fátima, mas Guadalupe. Cerca de 20 milhões de pessoas visitam todos os anos os lugares das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, que também é conhecida “Padroeira da América Latina” ou “Aquela que pisa a serpente”. Guadalupe é uma das aparições que, por enquanto, só encontrou eco em modo amplo na América Latina. Mas, graças ao apostolado do Santo Papa João Paulo II, o culto à Morenita, passou a encontrar espaço também na Europa.

A mensagem de Guadalupe não é só de ontem, é um contínuo atualizar-se nas peripécias da vida, em um mundo globalizado que cada vez mais procura sufocar a dignidade do homem, imagem e semelhança de Deus. Como diz o poeta Mario Quintana (†1994):

“Há três coisas neste mundo
cujo gosto não sacia.
É o gosto do pão, da água
e do nome de Maria”.

                                                                                             Fonte: Dicionário de Mariologia, verbete: Guadalupe, Valerio Maccagnan, osm. Paulus,1995; Guadalupe, Aparecida e Lourdes, três mariofanias uma mesma mensagem. Dom Rafael Maria Francisco da Silva, osb. Ed. Mensageiro de Santo Antônio, Santo André-SP, 2018 e O Segredo das Aparições. A revelação nas revelações, Daniel Cerqueira Afonso. Locus Mariológicus, Roma (It), 2020.

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