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Destaques, Reflexão do Dia › 12/02/2021

Maria em Inácio de Antioquia

Inácio de Antioquia (†110), bispo, é o primeiro dos Padres que nos falam de Maria, continuando o NT. Também é o primeiro a prolongar a teologia de São Paulo, propondo um aprofundamento do evento histórico de Cristo, com dimensão humana e cósmica. Os fragmentos marianos transmitidos por Inácio, foram pinçados de suas cartas escritas a algumas igrejas, na embarcação que o levava ao martírio, que são testemunho da fé professada pela Igreja Universal. Vejamos estes quatros pontos:

1) Verdadeira Maternidade de Maria: é base incontestável e garantia da Encarnação do Filho de Deus e da Salvação por Ele operada: “Tapai vossos ouvidos, se alguém vos falar de Jesus Cristo de modo diferente de nós: ele é da estirpe de Davi, ele é de Maria; ele nasceu verdadeiramente, comeu e bebeu verdadeiramente, verdadeiramente foi perseguido sob Pôncio Pilatos, verdadeiramente foi crucificado e morreu…, verdadeiramente ressuscitou dos mortos…” (Trall. 9, sc10,100).

2) A concepção virginal: Maria, é esta virgem da estirpe de Davi, divinamente grávida e grávida de Deus: “Vós estais plenamente convencidos a propósito de Nosso Senhor, que é verdadeiramente da estirpe de Davi segunda a carne, Filho de Deus segundo a vontade e o poder de Deus, gerado verdadeiramente da virgem…” (Smir. 1, sc 10,132).

3) A economia de Deus: pois através de uma virgindade que se tornou fecunda, um parto que se tornou presença, uma morte se tornou ressurreição: “Onde está a bazófia dos que se proclamam sábios? Na verdade, nosso Deus Jesus Cristo encarnou-se no seio de Maria segundo a economia de Deus, sendo por certo da descendência de Davi, mas concebido do Espírito Santo; foi gerado e batizado, para purificar a água com a sua paixão. E permaneceu oculta ao príncipe deste mundo a virgindade de Maria e o seu parto também, como igualmente a morte do Senhor: três clamorosos mistérios, que se realizaram no silêncio de Deus” (Efes. 18-19, sc 10, 72-74).

4) A unidade do evento-Cristo: Um hino litúrgico comum na Igreja oriental, onde identificamos Maria e Deus, unidos nas origens e no decorrer do período salvífico de Cristo. Desde a Encarnação e depois da Ressurreição, assim como Ele é ‘de Deus’, também é ‘de Maria’: “Um só é o médico / tanto divino quanto humano / gerado e ‘ingênito’ / na carne feito Deus / na morte, vida verdadeira / tanto de Maria quanto de Deus / primeiro passível depois impassível / Jesus Cristo Nosso Senhor” (Efes. 7, sc 10,64).

                                                                                                                                                     Referência: Dicionário de Mariologia, verbete: Padres da Igreja, Ermanno Toniolo. Ed. Paulus, 1995.

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