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Destaques, Reflexão do Dia › 06/03/2021

Maria de Nazaré

Para compreendermos a figura de Maria, se faz necessário conhecer, a cultura na qual estava inserida, ou seja, a cultura hebraica, pois Maria era uma mulher hebreia que confirmamos a partir dos Evangelhos e da Tradição. Mas, ao mesmo tempo, a figura de Maria, foi recebida em diversas culturas, de acordo com local, se houve ou não aparição ou simplesmente a partir das diversas devoções. É uma Mulher da fé, conforme atestam os Dogmas, suas Teologias e Culto.

Os Evangelistas, sobremaneira Lucas, a partir do relato da concepção de Jesus (Lc 1,26-35), com seu esquema literário da Aliança, nos apresenta a relação da jovem de Nazaré que encontrou graça diante de Deus, que escuta, questiona a proposta do anjo, mas entende que com a presença do Espírito Santo tudo pode e se entrega ao impossível de Deus.

  • Lc 1,26-35: “26No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, noiva de um homem, de nome José, da casa de Davi; a virgem chamava-se Maria28Entrando onde ela estava, disse-lhe o anjo: “Alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo”. 29Ao ouvir tais palavras, Maria ficou confusa e começou a pensar o que significaria aquela saudação. 30Disse-lhe o anjo: “Não tenhas medo, Maria, porque Deus se mostra bondoso para contigo. 31Conceberás em teu seio e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, 33e ele reinará para sempre na casa de Jacó. E seu reino não terá fim”. 34Maria, porém, perguntou ao anjo: “Como será isto, se eu não vivo com um homem?” 35Respondeu-lhe o anjo: “O Espírito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.

Então, para entender e aprofundar em Jesus Cristo, há que se beneficiar de duas fontes: A primeira, proveniente do Pai, pois, “A Palavra estava junto de Deus, a Palavra era Deus, a Palavra se fez carne” (Jo 1,1-2.14); a segunda fonte vem através da resposta de Maria, pois ela foi a pessoa eleita para ser a Virgem de Nazaré, a partir de onde o Verbo se encarnou, se fazendo um de nós. Aquele que vive no ventre do Pai (cf. Jo 1,18), vem habitar no ventre da Mãe, mostrando que por natureza, o Filho gerado no seu ventre, procede do Pai.

Daí, negar a origem divina, será negar a virgindade de Maria. Pois, o Espírito Santo, que procede do Pai, faz com que o Filho daquela mulher hebreia, seja Santo, e a grande novidade será uma mãe, virgem, contrária a qualquer lógica humana, pois “para Deus nada é impossível” (Lc 1,37).

E, no Evangelho (Lc 1-3.11-32) de hoje (06/03/21), contemplo a Parábola do Pai Misericordioso, onde o sentido de evangelizar, é um compreender e acolher aqueles que precisam, aqueles que tem dúvida, aqueles que ainda não entenderam a Misericórdia de Deus. Na Evangelização, devo passar a ser portador da mensagem de um Deus que não desiste de ninguém. Um Deus que acolhe a quem se arrepende, pois Ele é Misericórdia, ama sempre e está junto de nós. Esta foi a certeza que teve Maria de Nazaré, de coração a coração devemos caminhar juntos.

                                                                                                                            Referência: Locus Mariológicus, curso: Maria, mulher de Israel. Novembro/2020.


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