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Cônego Luis Vieira da Silva (1735-1809)

Na sofrida cidade de Mariana, hoje vítima da incúria de uma multinacional, vamos encontrar um sacerdote jesuíta que muito fez pela Inconfidência Mineira.  O jesuíta Luis Vieira da Silva era professor de Filosofia em Mariana, companheiro de Claudio Manoel da Costa, Inácio Jose de Alvarenga e Tomas Antônio Gonzaga entre outros e oferecia o apoio ao líder Joaquim José da Silva Xavier. Era o mais culto dos inconfidentes tendo feito os primeiros estudos no Seminário de Mariana onde ingressou em 1750 e depois transferido para o Colégio dos Jesuítas em São Paulo onde graduou-se em Filosofia e Teologia em 1757.  O historiador Eduardo Frieiro o considerava o mais brilhantes dos oradores das Minas Gerais. Por ser respeitado no campo da oratória, era considerado, junto com Tomás Antônio Gonzaga, as mais brilhantes cabeças do movimento da frustrada independência.

Elevado a cônego por serviços prestados, o jesuíta conseguiu coligir uma biblioteca pessoal de oitocentos volumes o que causava admiração face aos parcos recursos do Brasil Colônia no século XVIII. Sua atuação na Inconfidência evidenciava sobremaneira as ideias francesas que orientou o movimento.  Sua biblioteca acabou confiscada pelos Autos da Devassa provocada pela denúncia de Joaquim Silvério dos Reis, porem este rico acervo vem sendo, parcialmente, reencontrado nos últimos anos.

Após três anos de julgamento, o cônego jesuíta  foi sentenciado ao degredo na ilha de São Tomé. Lá ficou preso por quatro anos na fortaleza de São Julião da Barra. Tinha 54 anos e muitos planos a realizar no Brasil. Em 1796 conseguiu permissão para deixar a prisão e se recolheu no Convento de São Francisco onde permaneceu mais seis anos. O jesuíta foi indultado em 1802 e regressou ao Brasil; embora não exista confirmação e provas, diz-se que faleceu em Paraty no ano de 1809.

colaboração: Ubirajara de Carvalho (MESC e Membro do Apostolado da Oração).

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