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A TERRA PROMETIDA E O CASTIGO DIVINO

Estudando a Bíblia encontramos no livro dos Números o relato:

“… os judeus estão no deserto do Sinai após vivenciar o milagroso êxodo do Egito; estão prontos para entrar na Terra Prometida.

Obedecendo as ordens do Senhor (Nm 13,2-20), Moisés escolheu 12 príncipes de cada tribo para explorar a terra de Canaã em missão de reconhecimento para ajudá-lo a montar uma estratégia de batalha. Atendendo a Moisés, os doze espiões lá se foram e verificaram que a terra era fértil, a população numerosa e matas e florestas verdejantes.  Selecionaram produtos da terra e aproveitaram o início da colheita das primeiras uvas, escolhendo um cacho que carregaram sobre uma vara transportada por dois homens. Trouxeram também romãs e figos; com certeza trouxeram amostra da terra, explorando desde o deserto de Sin até Roob e, subindo pelo Negueb chegaram a Hebron. Perceberam que os amalecitas habitavam na terra do Negueb, os hiteus, jabuseus, e amoreus nas montanhas e os cananeus junto ao mar ao longo do Jordão. Regressaram após quarenta dias e reportaram a Moisés, Aarão e toda a comunidade, deixando claro que era uma terra onde corria leite e mel, habitada por um povo poderoso, gigante e, portanto, inconquistável. O povo preferiu acreditar na avaliação precipitada dos espiões e retornar ao Egito, buscando o cativeiro para não serem dizimados pela espada.  Toda a assembleia pôs-se a gritar, chorar, falando em apedrejar Moisés e Aarão.

Ingratos, conseguiram esquecer os milagres diários ao longo dos anos no deserto, ocasião em que puderam sentir e presenciar a glória do Senhor ao longo da caminhada.  Esta demonstração de fraqueza e falta de fé ofendeu, profundamente a Deus, que já   estava decepcionado com a adoração do bezerro de ouro fundido com a coleta dos brincos de todas as mulheres, enquanto Moisés estava no alto da montanha com Deus.  Entretanto, o Poderoso jurou que faria deles uma nação maior e mais poderosa do que este povo ingrato.  Então, Deus apareceu na Tenda de Reunião e falou a Moisés:

Todos os que murmuraram contra mim perecerão e não entrarão na terra onde jurei estabelecer-vos, exceto aqueles que acreditaram em mim, Caleb filho de Jefoné e Josué filho de Nun e sua descendência a possuirá.”

E, ainda sentenciou:

“Não esquecerei seu choro e lamento coletivo sem motivo. Determinarei que esse dia seja para vocês um dia de choro e lamento no seu calendário por todas as gerações vindouras.”

E assim aconteceu.  Como profetizou nenhum dos ingratos usufruiu da terra prometida a não ser seus descendentes.  Além disso, em todos os anos, nesta época do calendário judaico, todos passaram por provações terríveis ao longo dos séculos e, coincidentemente, as mais significativas tragédias da história judaica ocorreram neste período.  Foi assim em 587 a.C. quando o exército de Nabucodonosor destruiu o primeiro Templo matando 100.000 judeus e deportando quase toda a população de Jerusalém para Babilônia e arredores. Embora o segundo Templo fosse construído e inaugurado em 349 a.C. sob o comando de Esdras e Neemias, este o último governador de Jerusalém escolhido pelos persas, não conseguiu ter a opulência do primeiro pois a frequência de milagres que aconteciam naquele primeiro Templo não mais ocorreram. Foi nesse período que sua terra foi invadida por nações inimigas, perdendo sua independência para os impérios babilônico, persas e grego helenístico. O Segundo Templo foi conquistado e incendiado por Tito em 70 d.C. e em 131 o imperador Adriano decidiu construir sobre as ruinas de Jerusalém, uma cidade pagã contendo um santuário dedicado a Júpiter Capitolino. No ano de 133, acreditando que o zelote Simão Barcoquebas fosse o messias que construiria o terceiro Templo, abriram guerra contra Roma e foram brutalmente derrotados pelo Império Romano na batalha de Betar, sendo o zelote decapitado. Um ano depois o imperador romano, para humilhar ainda mais o povo derrotado, decidiu lavrar a terra do Monte do Templo. A destruição de Jerusalém constitui extraordinária e solene advertência a todos aqueles que tratam levianamente os oferecimentos da graça divina e resistindo aos rogos da misericórdia de Deus. Jamais foi dado um testemunho mais decisivo do ódio ao pecado e do castigo certo que recairá sobre o culpado. Segregados pelo mundo conhecido da época, foram obrigados a negar sua fé para sobreviver pois a tendência unida que os apoiava também os perseguiam, obrigando-o a uma permanente diáspora, alimentando um círculo vicioso de bênção e maldição que varou pelos séculos. A tragédia os acompanhou por toda a Idade Média, somada àquelas ocorridas na Inglaterra e Espanha que provocou a fuga dos judeus para Portugal até o imperdoável Holocausto. Na contrapartida não podemos esquecer que Deus é misericórdia pura para com todos. O povo judeu sobreviveu as dores através dos milênios e nenhum outro na face da Terra realizou tanto e em igual quantidade para se orgulhar.  Foram escolhidos por Deus e ensinaram que o Eterno é único, servindo de fundamento para todas as religiões monoteístas do mundo. Ele falou: “Farei de ti um povo mais numeroso que as estrelas; estarão presentes em todos os rincões da Terra”.

Hoje, seus descendentes representam um ínfimo da população mundial. E, 22% de todos os Prêmios Nobel, destacando-se sobremaneira na literatura, medicina, química, física, astronomia, agricultura e economia.  O elevado número de prêmios Nobel concedidos, não leva em conta os numerosos indicados judeus que não chegaram a ser laureados com o prêmio. Em tempo, contribuíram, decisivamente, para o engrandecimento do Brasil desde a época da colonização.

Por término, o Deus deles é o nosso Deus Uno e Trino, e sabemos, através de Ez 37,12-14 que “ Ele diz e faz”, sendo lento para punir, seguro para castigar, misericordioso para perdoar em todos os dias de nossa vida e infalível ao prometer. O que Ele disse e prometeu a  Abraão, cumpriu.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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