Rua: São Francisco Xavier, 75 - Tijuca - Rio de Janeiro, RJ
21 2234-2094 ou 21 2234-2095 / paroquiasfxavier@yahoo.com.br

A SARÇA ARDENTE

Ao celebrarmos a grande vitória de Cristo sobre a morte, vamos seguir a origem dos fatos. Passados dezoito anos de seu exílio voluntário do Egito, fugindo da condenação imposta pelo faraó, estavam Moisés e Jetro em Madiã, próximo do Sinai, quando Moisés entregou a Jetro, seu sogro, uma cápsula com a semente de tamargueira e partiu para orar no sopé do monte Sinai.  Ao entregar a cápsula para Jetro, Moisés disse:

– Abri, por favor, e vede o que há dentro!

Enquanto Jetro quebrava a cápsula, Moisés já se aproximava do sopé do monte. Ao abrir a bolota que deveria conter sementes ele encontrou várias pétalas de rosa perfeitamente dobradas. Ele sorriu e gritou para Moisés que já caminhava afastado.

– É como te disse meu filho, depende somente de tua fé, porque o poder de transformar o mundo tu já possuis!

Moisés passou a manhã inteira meditando no sopé do monte Horeb[1]  Logo após o meio-dia, ele se deparou com um estranho silêncio, como se estivesse perdido, definitivamente, a audição. Os pássaros e as cabras pareciam não emitir um som sequer, apesar de suas movimentações na encosta da montanha.

Reinava em volta um profundo silêncio, como se a natureza estivesse retendo a própria respiração no aguardo de um acontecimento incomum. O único som perceptível era um estranho crepitar semelhante ao da madeira seca quando é posta no fogo. Moisés caminhou em direção àquele estranho ruído, até que percebeu, próximo a uma rocha, um arbusto espinhoso, uma sarça cuja visão o assombrou. Havia uma aura de fogo sobre as folhagens da planta, mas esta, inacreditavelmente, parecia não se consumir. Ele percebeu que ali estava o sinal que tanto esperava. Sem medo, se aproximou e perguntou com voz titubeante:

– Observai Senhor o que acontece ao vosso povo amado! Eles vagueiam sem pastor sofrendo sob o jogo cruel do faraó. Dizei-me o que devo fazer, meu Deus e Senhor e eu cumprirei a Vossa vontade.

As nuvens do céu então se afastaram e uma tênue voz poderosa que mais parecia vir de dentro dele do que do exterior, disse-lhe:

– Finalmente me encontraste! Eu sou “Aquele que cria”. Eu sou o Deus de teus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. Eu te preparei por todos esses anos para que pudesses me ouvis e realizar a minha vontade. Eu sou o Senhor teu Deus e desejo que vás ao Egito para libertares o meu povo de casa da servidão

– Que assim seja! Murmurou Moisés.

Ele retornou para casa e encontrou Séfora chorando.

– Porque choras minha estrela?

– Tenho medo, meu amor! O faraó não permitirá que saias com vida do Egito. Esqueceste que estás condenado à morte no Egito?

– Não temas, minha querida! Deus garantiu que só morrerei por suas mãos após concluir a minha missão.

Ele beijou seu pequeno filho Gerson, acariciou o ventre de sua esposa Séfora, aguardando seu caçula Eliezer e partiu para sua missão.

 Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

[1] Monte Sinai.

Print This Post