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A Catedral de Petrópolis e a cegonha

CatedralNa Alemanha existia uma cegonha que, na primavera, retornava sempre para o mesmo ninho que ela construiu numa das torres do castelo na região de Cotteiborg.  Sendo uma ave migrante ela terminou por tornar-se mansa e conhecida da família do conde Betnet; tanto assim que, muitas vezes,  alimentava-se  na mão das crianças do castelo. ela foi apelidada de Pepicheck que significava pequeno José.

Na aproximação do inverno,  ela unia-se à outras cegonhas e alçava voo em direção ao Oriente Médio para curtir o verão nas terras quentes daquela região.

Em tempos remotos, um dos primeiros antepassados dos Orléans e Bragança, conde Betnet, tendo partido para as cruzadas na Terra Santa, foi aprisionado pelos mouros, deixando a família angustiada durante meses.  o  milagre começou a agir quando o conde presenciou uma revoada de cegonhas voando sobre  prisão. o conde Betnet por pura intuição gritou para o bando:

pepichek, pepichek, pepicheck!

Incontinente, uma cegonha se desgarrou do bando e veio planando até pousar junto ao velho amigo no gradil da prisão.  Aproveitando o momento,  o conde escreveu um bilhete e amarrou uma mensagem de socorro numa das pernas da ave, pedindo à família que providenciasse o resgate.

Pouco tempo depois a ave retornou para Cotteiborg e as crianças a reconheceram,  notando que trazia uma mensagem amarrada na pata. o prisioneiro foi localizado e o resgate pago.  em reconhecimento, a cegonha tornou-se um símbolo da família, passando a figurar no brasão de suas armas. ela é uma ave branca com patas e bico vermelho.

Hoje, num dos vitrais da Catedral de Petrópolis, lá está um mosaico no brasão dos Dobrzenscks doado por dom Pedro de Alcântara; a cegonha está no vitral com um fundo azul. É a  lendária pepichek.

colaboração: Ubirajara de Carvalho (MESC e Membro do Apostolado da Oração).

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