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Xavier se despede do Rei de Portugal

Ao se despedir do rei D. João III, Xavier ouviu:

– Visitai todas as fortalezas portuguesas e vede se Deus é ali bem servido; dai-nos conta do que se pode fazer para melhor se estabelecer o cristianismo em nossas novas terras. Escreverei muitas vezes e extensamente acerca disso aos ministros. Recomendo-me às vossas orações, meu padre; orai também pela rainha, pelos infantes e por Portugal.

E acrescentou:

– Por ordem papal entrego-lhe quatro breves, outorgando a vós toda a autoridade e poder para que possas desempenhar vossa missão não apenas nas Índias, mas em todo o Oriente e o Golfo Pérsico que, por certo, irás evangelizar. Nomeado estás, a partir de agora, “Núncio In Omnibus Portugaliae Ultra Et Citra Caput Bonnue Spei.

Francisco Xavier, ajoelhado e emocionado, ouve as instruções do rei e fala:

 – Durante toda a minha vida Senhor não esquecerei das bondades e obséquios com que vossa alteza se dignou honrar-me.

No dia do embarque, padre Simão Rodrigues veio até a ponte se despedir de seu dileto irmão de ordem e convencido de não mais revê-lo neste mundo, Xavier confidencia para o irmão Rodrigues:

– Lembrar-vos –ei que no hospital de Roma me ouvistes gritar Ainda mais Senhor!

Em memória ao meu aniversário, acrescento:

– Como tenho imensa confiança no vosso coração de irmão em Cristo, te digo que vi então em transe semiacordado, Deus o sabe, tudo quanto devia sofrer pela glória de Jesus Cristo e me pareciam insignificantes e eu, ardentemente, desejava mais. Espero que a divina bondade me conceda, nas Índias, o que me fez ver na Itália.

Simão Rodrigues então abraça-o sem poder dizer uma só palavra. Deixa a nau dirigindo-se para o cais enquanto ela levanta ferros e aproa para o alto mar. Era o dia 7 de abril de 1541, o trigésimo sexto ano de seu aniversário.

Recordamos que Francisco Xavier recusou-se a despedir de seus familiares ao passar por Navarra a caminho de Lisboa, e foi criticado pelo embaixador de Portugal no Vaticano, achando ser contra a natureza impor tal sacrifício a seus familiares. O jesuíta justificou-se.

Me entreguei inteiro a Jesus. Não há mais espaço em mim para mais ninguém.

O que o embaixador admitiu:

– Entendo, sua atitude, pois a mesma não faz uso da razão, mas procede da fé.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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