Rua São Francisco Xavier, 75 - Tijuca, RJ
(21) 2234-2094 / (21) 2234-2095 / paroquiasfxavier@yahoo.com.br

Vigário Paroquial

vigario

Pe. Jorge Luiz Palmeira

Nascido no Rio de Janeiro em 11 de março de 1979, batizado no mesmo ano na Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso, filho do casal Nelson e Vilma, de formação católica, mas por possuírem uma fé fragilizada, participavam da Santa Missa eventualmente e até buscavam alternativas para vivência da fé.

A família residia em uma vila no bairro de Bonsucesso, e no ano de 1986 algo determinante marcou a vida do menino Jorge, então com sete anos de idade. A família foi obrigada a se mudar, devido à especulação imobiliária. A vila em que moravam fora vendida e como residiam de favor, não tinham para onde ir.

As dificuldades eram grandes, e assim, a família foi acolhida pela tia Hercília, que morava no vizinho bairro de Ramos. Como a tia era muito católica, começou a direcionar a sua formação cristã, levando o então menino, para a catequese da Capela de Jesus Crucificado, ligada à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Aos oito anos já era coroinha do Padre Marcos Duarte e como se dedicava ao serviço do Altar, a sua vocação já estava despontando.

Sua vocação sacerdotal surgiu na catequese, pois já insinuava junto a sua catequista, a tia Neide, que queria ser padre.  Na catequese, se dedicava para ser o melhor da turma, pois, fazia a catequese com gosto por ter maiores aspirações. Era estudioso e quando ganhou a primeira Bíblia, começou logo a ler todo o Novo Testamento, se apaixonando pelos ensinamentos de Jesus. Em casa, chamava os coleguinhas para brincar de Missa.

Jorge perseverou na Igreja após a Primeira Eucaristia. Em 1992, com a chegada do novo Vigário Paroquial na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e Administrador Paroquial da Capela Jesus Crucificado Padre José Li Guozhong, o nosso coroinha iria ganhar um grande incentivador a sua vocação.

No ano de 1995, o Padre José Li, foi nomeado e empossado como pároco da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e o nosso coroinha perseverante na fé, começava a influenciar seus pais, que passaram a freqüentar as Santas Missas dominicalmente, depois os pais de Jorge fizeram o Encontro de Casais com Cristo (ECC) e o Sr Nelson (pai do coroinha Jorge), por não ter tido oportunidade de participar dos sacramentos da Eucaristia e Crisma, ingressa na Iniciação Cristã de Adultos, onde se aprofundou no encontro com Cristo e amor à comunidade. Desde esta época o casal participa todos os domingos, da Santa Missa.

Ainda no tempo de coroinha, foi fundamental para o discernimento de sua vocação a participação no Grupo Vocacional de Adolescentes (GVA), mantido até hoje no Seminário São José. Na época, recorda Jorge, que o coordenador do grupo e que muito o incentivou fora monsenhor Elia Volpi.

Aos dezesseis anos, concluiu o Ensino Médio e acolhido pelo Reitor do Seminário: Padre Assis Lopes (hoje Bispo Auxiliar da Arquidiocese), Jorge Luiz ingressou no seminário São José. Um mês depois completaria dezessete anos, ainda muito jovem, o que gerava desconfiança de seus pais; houve necessidade de levar um padre do seminário à sua casa, para explicar o que era o seminário, o que estudavam, o que faziam. Depois, os pais foram até o seminário, para conhecer um pouco mais da vocação do filho. No seminário, o chamado do seminarista Jorge Luiz foi se confirmando, mantendo acesa aquela idéia inicial de se tornar sacerdote.

Na época dos estudos no seminário, nunca faltou o apoio e incentivo do Pe. José Li, tanto do lado espiritual como do lado material, inclusive a aquisição dos primeiros livros de Teologia, Livros de Oração, como a Liturgia das Horas, foram presentes do Pe. José Li. Tudo contribuía para o amadurecimento da caminhada. Nesta época o vocacionado Jorge retribuía a substancial ajuda e incentivo do Pe. José Li, servindo como coroinha nas celebrações na Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Hoje, nos diz hoje Padre Jorge: – Foi um essencial alimento a minha fé.

Na capela Jesus Crucificado, Padre Jorge Luiz participou do Movimento Comunitário de Oração, ligado a Renovação Carismática Católica (RCC), onde exercia seu apostolado na secretaria, neste serviço gostava de ir às residências dos membros do Grupo que se ausentavam, procurando entender o motivo da ausência e incentivar o retorno, quase sempre esta visita resultava em sucesso.

Sua ordenação sacerdotal ocorreu na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro, no dia 28 de junho de 2003, pelo então Cardeal Dom Eusébio Scheid.

Após ordenação, foi indicado para Vigário Paroquial na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Realengo, onde permaneceu por um ano e seis meses, até ser designado como Pároco na Igreja de São João Batista e Nossa Senhora das Graças, também no bairro de Realengo, onde ficou pouco mais de um ano. Depois, no bairro de Santa Cruz, foi Capelão da Irmandade de São Jorge, por um período de um ano, até ser transferido a nossa Paróquia em 13 de maio de 2008, onde exerce o cargo de Vigário Paroquial.

Cabe destacar, que enquanto esteve exercendo seu ministério no Vicariato Oeste, foi Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Carcerária, cargo que exerceu por três anos. Era um trabalho difícil, devido ao grande número de Evangélicos nos presídios. Mas, apesar dos desafios, Padre Jorge gostava de visitar os presos, exercia o trabalho com amor, não tomando esta missão como uma cruz. Apesar do cansaço, devido ao longo tempo de espera para entrar e sair do presídio, se sentia bem à vontade.

Como Coordenador, organizava Cursos de Formação de Agentes de Pastoral, na Igreja de Sant’Ana, com duração de um mês, onde também ministrava aulas aos novos agentes, passando a estes sua experiência.

No presídio, celebrava Missas; ministrava o sacramento da reconciliação; ensinava a doutrina através da catequese e atendia aos doentes nos Hospitais Penitenciários, onde ministrava o sacramento da unção.

Em todo o período em que esteve em visita aos diversos presídios, como: Complexo de Bangu, Frei Caneca , Quinta da Boa Vista, Água Santa e na Delegacia de Campo Grande (para ex-Policiais Militares), apesar dos desafios e distância a percorrer, nunca teve qualquer problema ou ameaças por parte dos presos, pelo contrário se sentiam muito felizes com a presença do sacerdote.

Inclusive conta Padre Jorge, que em uma de suas visitas missionárias, quando estava em um trem urbano, um dos ambulantes, que vendia produtos no interior dos trens, era um ex-preso, e o reconheceu e ficou feliz de poder falar naquele momento com o padre e dizer que estava livre da cadeia.

Hoje Padre Jorge, como Vigário Paroquial, exerce também, seu ministério na Capela de Nossa Senhora da Glória, na Comunidade da Chacrinha, aqui na Tijuca, onde lidera uma equipe de administradores a serviço na Capela: Isabel, Cristina, Leni e Rita de Cassia. Lá organizam eventos sociais; fazem visitas as casas na comunidade e toda sexta-feira fazem a oração do terço em uma das casas. Também visitam as residências por ocasião da Novena de Natal. Hoje, na comunidade há um Curso Preparatório para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), com voluntários que ministram aulas aos sábados pela manhã. Diz Padre Jorge: – É um trabalho de formiguinha, mas sente resposta com a aceitação da comunidade.

O carinho a comunidade e seu jeito descontraído fazem do Padre Jorge, um sacerdote feliz em servir à Igreja.

Print This Page