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Um pouco de história…

Tão longe e tão perto…

A difusão do cristianismo que se expandiu rápido por todo o Império Romano após um sofrimento tão longo, ramificou-se pela força da fé que tudo supera, mesmo encontrando barreiras intransponíveis de comunicação face as carências de transporte e estradas. Toda a movimentação era por terra e as viagens longas a pé, demandavam longo tempo, provocando o desgaste físico e pela carência de alimentação, exceção do deslocamento por mar.

Porque a difusão foi tão rápida em meio a tantos martírios?

No ano 42 após Pedro ser libertado da prisão pelo anjo, ele se fixou em Roma com a cobertura de judeus convertidos e lá permaneceu sete anos até que o imperador Claudio os expulsou. Meses depois ele estava em Jerusalém presidindo um Concílio que acabou eliminando as exigências impostas pelo judaísmo para o ingresso dos pagãos na igreja de Cristo. O esforço hercúleo de Paulo muito engrandeceu os excluídos da comunidade judaica, os chamados gentios, eunucos e etíopes. Durante 25 anos Pedro dirigiu a Igreja de Cristo até ser martirizado no ano 67.  Eles já eram muitos e encontraram na religião a esperança de uma vida melhor. As perseguições eram imensas, tiravam a vida dos fiéis através de torturas, mas eles deixaram para a posteridade a doutrina e a caridade realizada. Infelizmente, a vaidade humana prevalecia e os sacerdotes, através das heresias, procuravam modificar a doutrina da Igreja. Isto sem falar no império impondo o direito de escolher os sucessores de Pedro.  Eliminada a força política sobre os assuntos da Igreja, iniciou-se outra disputa daqueles que, por vaidade, ousavam alterar a doutrina de Cristo. Neste intervalo surgiu o monge bretão Pelágio com insinuações estranhas combatidas por S. Agostinho que firmou a doutrina católica. As disputas continuaram entre o Ocidente e o Oriente como a data da celebração da Páscoa, Rebatizantes e Penitência. No Oriente celebrava-se no 14° dia da lua de março e no Ocidente após a Ressurreição no domingo que se seguia; enquanto isso o Papa Aniceto tentava, sem sucesso, unificar a data da celebração só conseguida no oitavo século. Perdura a diferença em função do calendário Gregoriano para os católicos com 365 dias e Juliano para os ortodoxos com 45 dias a mais.

O caso dos Rebatizantes foi outra divergência não aceita fora de Roma até que o Papa Estevão declarou ser válido o batismo dos hereges desde que corretamente administrado. Finalmente, a Penitência que a Igreja considerava pecados canônicos incluindo a apostasia, homicídio e adultério objeto de penitência pública e condenados à penitência perpétua que levava os fiéis ao desespero. Os ortodoxos têm a castidade opcional para o padre e obrigatório para o bispo; para os católicos é obrigatório para todos. Os ortodoxos não reconhecem a autoridade do Papa, mas respeitam e reverenciam e estão presentes em todas as celebrações importantes de Roma; não aceitam imagens, apenas pinturas e a cruz possui três barras horizontais sendo uma delas a inscrição INRI, enquanto nós católicos temos apenas uma barra horizontal. Finalmente, questionam os pés pregados na cruz, para os ortodoxos os pés foram pregados separadamente.

No século IV e V, na chamada idade de ouro da doutrina católica pelo padre Negromonte, surgiu um grupo de iluminados sacerdotes, intelectuais do mais alto nível que, sem se conhecerem, conseguiram a façanha de fazer progredir a teologia e a cristianização, superando todas as querelas existentes. Todos se tornaram bispos, exceção de Jerônimo (muito ocupado com sua missão e tradução da Bíblia do grego para o latim) e depois todos se tornaram santos. Foram eles Ambrósio de Milão, Atanásio de Alexandria, Basílio de Cesaréia, Damaso de Civita, bispo e, posteriormente, Papa, Evágrio de Pôntico, Gregório de Nazianzo, Hilário de Poitiers na França, João Crisóstomo de Antioquia, João Cassiano da Citia Menor, Jerônimo de Estridão na Dalmácia, Martinho de Tours na França e Teodoro de Mopsuéstia na Turquia todos santificados. Longe de nós por não o invocarmos com frequência, mas perto e nós por pertencermos à família cristã, que louva Maria.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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