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Premonição do Padre São Francisco Xavier

Regressando para Cochim padre Francisco Xavier encontra-se com seu amigo Cosme Anes com quem não estava a bastante tempo e indaga como foi o ano que se findou para os comerciantes portugueses no Oriente. Cosme Anes ainda eufórico por ter visto o santo padre após tanto tempo responde:

– Foi um ano muito bom, levamos muitas especiarias para o reino e acredito ter boas notícias também da parte de vossa missão que, me disseram, se estende até o Japão.

– Infelizmente temos a lamentar muitas perdas humanas no Mar da China e no Índico, replica o santo padre.

Eu, particularmente, estou enviando um valioso diamante que me custou dez mil ducados em Goa e valerá trinta mil em Lisboa. Desejo presentear o rei Dom João III (patrocinador da missão de São Francisco Xavier no Oriente). 

Xavier indaga: – Em qual navio está enviando?

– É o Atouguia.

Xavier replica: – Eu sentiria um grande pesar se ele lavasse esse diamante.

Anes apreensivo, observa a fisionomia do sacerdote e comenta assustado:

Adquirí esse diamante com meus próprios recursos e temo que aconteça algo com o barco durante a viagem. Por favor meu padre diga algo a respeito?

Xavier pensativo nada diz, mas fala para si mesmo, o diamante se salvará, mas o barco… vamos orar.

O silêncio do sacerdote deixou Anes preocupado.

– Meu padre, vosso silêncio faz-me recear pelo Atouguia. Recomendai-me a Deus, porque se ele se perde eu vou sofrer um enorme prejuízo. Eu não tinha autorização para comprá-lo. Se ele se perde, perco eu o seu preço e outras despesas que tive que fazer.

– Farei o que desejais, meu amigo, respondeu Xavier. Alguns meses depois, jantando com Cosme Anes em Cochim, Xavier lhe disse:

– Rendei mil graças a Deus, meu amigo, o vosso belo diamante já está em poder da rainha de Portugal.

Tendo passado sete meses, Cosme recebeu uma carta do capitão do navio informando que dias antes de aportar em Lisboa, o barco abriu um pequeno rasgo por baixo do mastro principal do navio; sendo necessário cortá-lo e a água entrava em grande quantidade. A carga foi sendo removida do navio para o mar. Um horror a ser superado no oceano. Tamparam em parte a abertura e, galhardamente, foram navegando com duas velas quando, repentinamente, a água desaparece até atingir o porto. O barco não resistiu e afundou junto ao cais. O diamante, guardado na arca do castelo foi resgatado.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração).

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