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Pombal, o perseguidor da Igreja

A3BA3Corria o mês de julho de 1750 quando D. José, o décimo quinto rei de Portugal, entregou o governo ao Conde de Oeiras, mais tarde popularizado como Marques de Pombal. No início de sua gestão não escondeu seu ódio gratuito contra a Igreja, particularmente, a Companhia de Jesus.

Em Portugal era tido como um reformador embora tenha sempre agido como um homem público sem escrúpulos e humanidade. Os primeiros a sentir os flagelos de sua ação foram os capuchinhos logo após o terremoto de Lisboa em fins de 1755.  Não satisfeito em ter expulsado os jesuítas das colônias, aprisionou os capuchinhos e desterrou os missionários. As hostilidades contra a Igreja chegaram ao ápice quando do casamento da princesa D. Maria (mãe de D. João VI) com seu tio D. Pedro, irmão do rei.

Satisfeito em não ter convidado o Cardeal Núncio Apostólico para as bodas, praticamente obrigou o representante do pontífice a não iluminar o seu palácio por três noites conforme a tradição entre os embaixadores. Considerando uma ofensa do Núncio, deu o prazo de quatro dias para que o representante do Papa saísse de Lisboa.  Incontinente, o Papa Clemente XIII suspendeu a audiência prometida ao embaixador português Francisco de Almeida e Mendonça que acabou saindo de Roma em 7 de julho. A seguir, Pombal expulsou o pessoal da Nunciatura de Lisboa e cortou as relações com a Santa Sé.

Pombal expulsou os jesuítas da corte em 1757 e não satisfeito afirmava que todos os males de Portugal se devia aos jesuítas. Fez tudo para influenciar as cortes de Espanha e da França, alcançando o seu objetivo de liquidar com a Companhia de Jesus. Mas Deus fez acontecer diferente e o mal foi sanado. Quanto ao Marques Pombal já está esquecido pela história.

colaboração: Ubirajara de Carvalho (MESC e Membro do Apostolado da Oração).

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