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O sofrimento quando do banimento dos jesuítas

expulsao-dos-jesuitasContextualizando, retornemos a 1751 quando vamos encontrar D. José I reinando em Portugal. Era uma época em que a península ibérica, extremamente católica, sofria a influência da Igreja agindo para o bem em meio às contestações que deram origem às reformas protestantes. Na corte, o jesuíta José Moreira por influência do futuro Marques de Pombal, foi afastado e não mais seria o confessor do rei. Empenhado, ele incitou o rei   a não mais permitir o acesso dos jesuítas ao palácio. Considerando ter o reino 190.000 consagrados para uma população de 3.100.000 habitantes, Pombal achou oportuno eliminar o “mal” nas colônias prejudicando a conversão dos gentios na Ásia e no Brasil. De pronto, retardou a colonização, a evangelização e o ensino levado aos nativos da América e do Oriente.

Em menos de três meses, cerca de 500 inacianos foram obrigados a deixar tudo o que haviam construído na colônia, ou seja, missões, escolas, igrejas e as fazendas produtivas. No Brasil colônia, ficaram ao relento todos os colonos, índios e escravos que trabalhavam para a Companhia de Jesus e desfrutavam um padrão de vida bem superior aos demais.

Recordando o desmonte e como exemplo, navios foram apressados a partir do Rio de Janeiro, Salvador, Belém e São Vicente, repletos de missionários em direção Lisboa. Muitos inacianos foram atacados sendo escolas invadidas com porretes aos gritos de coloca para fora, mata, expulsa d’aquí .  No porto do  Rio de janeiro,  antes do embarque,  quatro jesuítas foram espancados por terem feito críticas ao bispo da cidade, o beneditino Antônio do Desterro.  O mesmo aconteceu em Belém e Salvador. Por ironia do destino, o barco em que foram despachados os primeiros 120 jesuítas era uma caravela da própria Companhia de Jesus que estava disponível no porto do Rio de Janeiro.   O destino de quase todos foi a prisão em Lisboa onde muitos morreram de fome e sede e, para outros, o degredo.

Chegados ao reino, alguns conseguiram fugir para a Itália e muitos deles foram ensinar nas casas dos nobres na península itálica.  Em poucos meses foram sequestrados todos os bens dos jesuítas e jogando fora o trabalho de dois séculos.  A punição da Ordem só foi suspensa em 1814 pelo papa Pio VII, portanto após decorrido 41 anos de frustrações e sofrimentos.

colaboração: Ubirajara de Carvalho (Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e Membro do Apostolado da Oração).

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