Rua: São Francisco Xavier, 75 - Tijuca - Rio de Janeiro, RJ
21 2234-2094 ou 21 2234-2095 / paroquiasfxavier@yahoo.com.br

O Monge Bento

O monge Bento sofria com a falta de alimento que ocorria na região de Campânia. A população carente de trigo se entristecia e a carestia afetava todos os habitantes, indistintamente, pobres e ricos. Vivendo com austeridade e cultivando a oração, silêncio e trabalho, sofria com as demandas da comunidade. O dinheiro escasso não permitia a aquisição de alimentos e os endividados sofriam com as justas cobranças. Foi quando um sofrido endividado, pai de família desesperado e premido pela obrigação de pagar uma dívida, sentiu a necessidade de saldá-la ou perder a mulher e a filha em troca do trabalho.  Desesperado, foi até a abadia do monge e expôs o seu drama:

Estou aflito, não tenho como pagar os doze soldos que devo. O que devo fazer?

Sabendo da necessidade de renovar todos os dias a entrega ao Senhor, o bom monge consolou-o em sua pobreza.

– Vai e dentro de dois dias retorna aqui, porque hoje me falta o que quereria dar-te.

No terceiro dia de manhã, havendo se concentrado em oração e jejum durante dois dias, o monge recebeu em seu mosteiro o angustiado e endividado senhor.  Ao entrar na pequena sala o monge Bento verificou existir sobre a arca de trigo treze moedas de ouro que foi entregue ao desesperado pai.

O mesmo ocorreu no século XVI em São Tomé de Meliapur quando São Francisco Xavier, visitando o túmulo de São Tomé e cheio de dúvidas se deveria ou não estender sua missão fora da Índia, caminhava pela manhã na areia da praia quando viu um náufrago saindo do mar que tudo perdeu, inclusive sua nau. Desesperado, pedia socorro ao padre para amparar sua desgraça. Um anjo, milagrosamente, depositou no bolso de sua algibeira, quase furando-o, os fanõis de ouro suficientes para atender a súplica do pobre náufrago.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

Print This Post