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O Jesuíta Beato José de Anchieta

Profecia e Caridade

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O Beato Anchieta encontrava-se no Rio de Janeiro quando uma esquadra sem bandeira ultrapassou a entrada da baía.  Era uma frota de dezesseis barcos que assustou a todos e cuja gritaria chamou a atenção do beato. Chegando até uma das janelas e olhando no horizonte disse:

– Ninguém se preocupe, não são inimigos. Trazem inclusive um tripulante carpinteiro e entalhador, pleno de virtude, e que será de grande utilidade para nós.

Verdade comprovada. A armada era comandada por Diogo Flores Valdez e enviada pelo rei D. Felipe II para assegurar o Estreito de Magalhães. O comandante e alguns tripulantes chegaram à praia, mas apenas um, Fernando de Escalante, dirigiu-se ao colégio e procurou o provençal. Naquela época a casa bendita era tudo, colégio, pouso e hospital, pois tinha médico cirurgião, remédios e alimentos que os jesuítas doavam aos necessitados. Ao barulho na porta e sem qualquer informação, Anchieta abre e diz:

vós já estais recebido na Companhia de Jesus e nela haveis de morrer.

Escalante ingressou, tornou-se um dedicado cristão, reformou as janelas inacabadas do colégio, fabricou os moveis necessários e morreu santamente.  A expedição trazia muitos doentes, maioria com escorbuto e não puderam ser todos recebidos no colégio. Os jesuítas acomodaram os demais nas casas particulares e se desdobraram cuidando de todos durante oito meses.  Anchieta em pessoa visitava as casas, diariamente, levando carne e farinha e consolando os moribundos.

Diogo Valdez sensibilizado pela caridade de Anchieta não pode recusar o pedido do provençal e soltou um prisioneiro a pedido dele. Com a recuperação de quase todos e poucas mortes, a frota abriu vela em final de outubro e seguiu para o extremo sul, levando a gratidão de Valdez.

Continua…

Ubirajara de Carvalho
Paroquiano e Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão

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