Rua: São Francisco Xavier, 75 - Tijuca - Rio de Janeiro, RJ
21 2234-2094 ou 21 2234-2095 / paroquiasfxavier@yahoo.com.br

O Ecumenismo e o Casamento na Corte

A cerimônia que assistimos dias atrás, confirma o que nosso Papa predisse em suas pregações na exortação apostólica Gaudete et Exultate na relação interpessoal. Profetizando novos tempos de nossa curta vida, aqui chegamos para sermos a luz do mundo e o sal da terra derramando a ação do Espírito Santo por onde iremos passar.

Neste instante em que a pobreza aumenta e se espalha por esse mundo, volto meus olhos e sentimentos para as carências gritantes daqueles que fogem de seus países com fome e sede de viver e vejo pequenos esqueletos humanos clamar pelo mínimo que não tem no norte da África. Felizmente, ainda temos heróis anônimos em suas campanhas de ajuda humanitária apoiada pelas ONG’s do bem, pela minha Igreja entre outras, bem como a todos aqueles que se deixam tocar belo infortúnio do próximo.

Que belo exemplo do ecumenismo do Papa Francisco em ação. A melodia de um coral negro entoando a canção de um compositor negro, exortando o amor inter-racial dentro de uma igreja anglicana dos brancos de olhos azuis testemunha uma transformação. A noiva, agora duquesa, já habituada ao estrelato, mas sem esquecer o voluntariado nos Estados Unidos, por certo tem conhecimento, quem toca no pobre toca na carne de Jesus. Aqueles que são orantes sabem que ninguém detém o monopólio da verdade e do bem pois Deus age, livremente, sobre o homem. O cerimonial na presença da mais laureada corte da Europa, ouvindo a explanação de um reverendo negro, quebrou paradigmas, restando-nos insistir no que Deus ensinou e o homem reluta em aceitar que somos todos iguais perante Deus, nobres e plebeus, brancos, pretos, amarelos e vermelhos.  Quanto ao noivo, agora duque, oficial da Marinha e piloto de helicóptero, detentor segundo imprensa, de um patrimônio de 58 milhões de euros, será imperioso não esquecer o recado que Ele consignou ao homem, ou seja:

O que conta na vida é tudo aquilo que é de si próprio, tais como, o seu corpo, sua alma, seu caráter, sua inteligência, sua mente, sua vocação, seus valores, sua caridade, sua fé,  seu amor ao próximo e seu temor a Deus, ou seja, tudo o que se pode carregar e leva-los consigo a qualquer lugar.

Usufruir da pompa e bens materiais, permanentemente, sem apoiar os serviços sociais para o bem dos desvalidos, mascara a vida porque a riqueza é emprestada e ninguém é dono de nada.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração).

Print This Post