Rua: São Francisco Xavier, 75 - Tijuca - Rio de Janeiro, RJ
21 2234-2094 ou 21 2234-2095 / paroquiasfxavier@yahoo.com.br

O dom de línguas no Reino de Travancor

xavier21Em fins de junho de 1544 Xavier chegava a Coimbatur e falava ao povo quando vieram trazer ao sacerdote as más notícias sobre os queridos paravás. Os badegás do reino de Visnagar invadiram mais uma vez a Costa da Pescaria, parte meridional do reino de Travancor, e trucidaram vários pescadores paravás e suas famílias. Os badegás espoliavam  os paravás no comércio de pérolas, não concordavam com a matança de peixes por motivos religiosos e perseguiam, constantemente, os pescadores e mergulhadores da Costa.  Muitos conseguiram fugir para a floresta e poucos entraram nas cavernas.  Incontinente, Xavier escreveu ao rei de Travancor, implorando suspender a matança generalizada. Conhecendo a missão de Xavier, o rei atendeu o sacerdote mas não foi obedecido por seus súditos integralmente. Depois de muitas dificuldades Xavier, acompanhado de Vaz Fernandes (cristão do Malabar) entrou no reino convencido que seria massacrado. Iriam se deparar com uma multidão em guerra contra os habitantes da Costa da Pescaria, armados até os dentes. Entretanto, Francisco Xavier lembrou-se  de Jesus em Lc 21,13-15 “Esta será a  ocasião em que testemunhareis a vossa fé. Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater”.

A população guerreira cercou o sacerdote para trucidá-lo mas decidiram ouvi-lo no que tinha a dizer. A língua não tinha semelhança com aquelas já conhecidas pelo santo homem. Entretanto, guiado pelo Espírito Santo, ele conseguiu compreender a fala do povo e o protesto;  falou e se expressou na língua local com desenvoltura e conquistou a  todos. Sua fala conseguiu transformar o povo de inimigo em aliado. Aos poucos foram deixando cair suas lanças e escudos e, rapidamente,  toda a Costa de Travancor  foi sendo transformada e evangelizada.  Ele conseguiu  erigir quarenta e cinco igrejas e batizar dez mil pagãos em um mês. Um gigante a serviço de Deus. Aliás, ele foi o gigante português nascido no reino de Navarra e, quando  o Brasil, foi colonizado já era considerado o santo do reino de Portugal e Algarves.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e Membro do Apostolado da Oração).

Print This Post