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O avarento e o Coração de Deus

zaqueu-no-sicomoro-2Afirmam que foi em Jericó e suas ruas estavam cheias da multidão curiosa em ver Jesus que por lá passaria. Zaqueu, além de ser publicano levava a pior por ser coletor de impostos, muito corrupto e sentia enorme prazer em extorquir. Amava o dinheiro e os prostíbulos da cidade. Parecia querer compensar sua baixa estatura com a demonstração de riqueza, mas era um marginalizado pela sociedade da época. Vivia portanto em completa solidão. Subitamente, sentiu um grande desejo de se aproximar de Deus. A ocasião era agora ou nunca. Murmurou consigo mesmo:

Deus fêz eu vir aqui, afinal  eu achava-me a caminho de Jerusalém.

As ruas, no entanto, estavam repletas e o pequeno Zaqueu não ia conseguir ver Jesus passar. Só havia uma solução, subir naquela árvore e se esconder entre os galhos para ver Ele se aproximar.  No entanto, o inesperado aconteceu e Zaqueu viu a multidão apontar para o alto e galhofar ao ver o homenzinho trepado na árvore. Sentiu-se humilhado em ser descoberto. Mas o Coração de Deus cheio de ternura se aproxima enquanto a multidão cochicha imaginando a cena que aconteceria. Jesus chegaria e o menosprezaria publicamente.

Entretanto, sucedeu diferente pois Jesus com o  seu coração cheio de ternura e uma enorme vontade de perdoar, ergueu os olhos, esticou o braço e ordenou  ao homem cheio de ambições e amedrontado:

Zaqueu, desce depressa que eu hoje tenho de estar em sua casa (Lc 19,5).

Foi uma decepção geral; a multidão queria sangue e justiça com as mãos do Mestre. Os incrédulos e curiosos não entenderam que Jesus tinha pressa em conquistar corações e salvar a todos.  Zaqueu desceu da arvore, afoitamente, se arranhou todo para a gargalhada geral e partiu célere rumo à sua casa.

A multidão acompanhou e presenciou Jesus caminhar na mesma direção e entrar na casa de Zaqueu.  Jesus sentou-se à mesa e após a refeição, resoluto fixou nos olhos de Zaqueu.

Não é necessário dizer, que elevado pela presença do Senhor, Zaqueu cresceu e decidido,  declarou:

A metade dos meus bens eu vou dar aos pobres . Foi quando Jesus interfere:

– E o dinheiro roubado? Zaqueu respondeu:

-A todos que defraudei vou restituir quatro vezes mais!

Relembrando Santo Agostinho alerto aos Zaqueus do  Brasil:

Cuidado, pode ser que Jesus não passe novamente debaixo daquela árvore para salvá-los.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e Membro do Apostolado da Oração).

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