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O Altar do Duque de Caxias em campanhas

Nas batalhas em que participava Luís de Lima e Silva fazia-se acompanhar por um capelão. Antes de iniciar qualquer batalha, celebrava a santa missa sobre o altar que, nada mais era que um baú revestido de couro, que o Convento recebeu dos descendentes do próprio duque residentes em Quissamã, no estado do Rio de Janeiro.

Esta relíquia histórica era constituída de um baú de 88 cm de comprimento por 55 cm de largura e 43 cm de altura, coberto de couro pregado por pregos de metal amarelo. No interior da tampa existia uma pintada à óleo, contendo a cena da Última Ceia do Senhor e um compartimento interno para guardar os paramentos do celebrante.

Este histórico baú foi reformado alguns anos passados e sobre ele, apoiado em pilotis, era celebrada a missa de 25 de agosto, dia do soldado e data natalícia do Duque de Caxias em determinados eventos militares.

Aos anos anteriores, em nossa paróquia de São Francisco Xavier do Engenho Velho era celebrada a missa festiva de Duque de Caxias na sua data natalícia, respeitando o fato dele ter sido paroquiano da nossa Igreja e colaborador na reforma ocorrida no passado. Duque de Caxias foi um cidadão ímpar, um líder e patrono do exército. De formação católica, enveredou-se pela Maçonaria onde exerceu cargos de destaque até ser denunciado por uma Bula Papal. Refez seu caminho religioso tendo participação na anistia dos bispos de Pernambuco e Pará.

Caxias foi expulso da Irmandade da Igreja de Santa Cruz dos Militares e perdoado, teve uma celebração pós-morte digna de seu desempenho em vida. A Igreja velou os restos mortais de Caxias na Igreja da Irmandade da Cruz dos Militares que o havia expulso em 1876. Essa missa de corpo presente teve a participação de 18 bispos e arcebispos, representando cada um dos estados, e foi presenciada pelo cardeal D. Jaime de Barros Câmara. Na hora da transladação houve um dobre de sinos as em todas Igrejas católicas do Brasil.  Foi enterrado no cemitério do Catumbi e hoje descansa ao lado de sua esposa Ana Luíza no panteão do exército em frente do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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