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Notoriedade não merecida

caminha cartaNa Europa renascentista a descrição das viagens de Américo Vespúcio teve grande sucesso pois na forma de folhetim vendeu barbaridade. Entretanto, o mais completo e confiável relatório foi a carta de Pero Vaz de Caminha por conter muitos detalhes acerca dos primeiros dias no Brasil.

Na verdade, Caminha não era o escrivão oficial da frota e sim o futuro contador da feitoria de Calicute; o escrivão oficial da viagem era Gonçalo Gil Barbosa. A autoria da carta foi uma insistência de Caminha para se apresentar até o rei D. Manoel. Ele desejava que o soberano perdoasse seu genro Jorge Osório degredado na África por ter assaltado uma igreja em 1496. Embora fosse versado em ciências contábeis, Caminha era um bom escritor e soube captar os momentos dos primeiros dias da descoberta. A carta repercutiu muito bem junto ao rei. Mais tarde, ao tomar conhecimento da morte de Caminha no ataque dos árabes à feitoria de Calicute não hesitou em atender o último desejo de Pero Vaz, perdoando Osório de seu crime em 1501. Deu um mau exemplo, desrespeitou a Igreja e o Papa, deixando um estigma para a antiga colônia onde até hoje furta-se Igrejas, levando objetos sagrados e artísticos encontrados em antiquários pelo Brasil.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e Membro do Apostolado da Oração).

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