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Destaques, Sem categoria › 26/07/2015

Laudato si

pope-environmentLaudato si’ (português: Louvado sejas; subtítulo: “Sobre o Cuidado da Casa Comum”) é uma encíclica do Papa Francisco, na qual o papa critica o consumismo e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a degradação ambiental e as alterações climáticas. A encíclica foi publicada oficialmente em 18 de junho de 2015, mediante grande interesse das comunidades religiosas, ambientais e científicas internacionais, dos líderes empresariais e dos meios de comunicação social.

O título da encíclica tem origem nas primeiras palavras do documento, as quais são uma citação do Cântico das Criaturas de Francisco de Assis, do século XIII. Esta obra é um poema e oração no qual Deus é louvado pela criação dos diversos animais e aspectos da Terra. O texto da oração foi escrito no dialeto úmbrio falado por Francisco de Assis, e não em latim, mantendo a encíclica a língua original.

A encíclica tem 184 páginas, ao longo das quais o Papa Francisco “condena a incessante exploração e destruição do ambiente, responsabilizando a apatia, a procura de lucro de forma irresponsável, a crença excessiva na tecnologia e a falta de visão política”. O papa afirma que “as alterações climáticas são um problema global com implicações graves: ambientais, sociais, econômicas, políticas e de distribuição de riqueza. Representam um dos principais desafios que a humanidade enfrenta nos nossos dias” e lança o alerta para “a destruição sem precedentes dos ecossistemas, que terá graves consequências para todos nós” se não forem realizados esforços de mitigação de forma imediata.

A encíclica destaca o papel dos combustíveis fósseis na origem das alterações climáticas e afirma que os países desenvolvidos têm a obrigação moral de ajudar os países em desenvolvimento no combate à crise das alterações climáticas. A encíclica tem 172 notas de rodapé, muitas das quais alusivas aos antecessores imediatos de Francisco, os papas João Paulo II e Bento XVI. Também faz referência a Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla da Igreja Ortodoxa e aliado do papa, e cita Tomás de Aquino, Teilhard de Chardin, Romano Guardini e Ali al-Khawas (en:Ali al-Khawas), místico islâmico do século IX. A encíclica aborda vários tópicos, incluindo planejamento urbano, economia agrícola e biodiversidade. Também reafirma a posição pró-vida da Igreja, afirmando que “uma vez que tudo está relacionado, a preocupação com a proteção da natureza é incompatível com a justificação do aborto. Critica ainda a mentalidade contraceptiva como solução e a “Ideologia de Gênero”, reafirmando a moral sexual da Igreja.

 

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