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Oração, intimidade com Deus

DSC029682Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria“. (Santa Teresinha do Menino Jesus)

1. De onde é que falamos, ao orar?

Das alturas do nosso orgulho e da nossa vontade própria, ou das «profundezas» (Sl 130,1) dum coração humilde e contrito? Aquele que se humilha é que é elevado. A humildade é o fundamento da oração. “Não sabemos o que havemos de pedir para rezarmos como deve ser” (Rm 8, 26). A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus. “Se conhecesses o dom de Deus!” (Jo 4, 10).

2. O apelo universal à oração

O homem anda à procura de Deus. Pela criação, Deus chama todos os seres do nada à existência. Coroado de glória e esplendor, o homem, depois dos anjos, é capaz de reconhecer que o nome do Senhor é grande em toda a terra. Mesmo depois de, pelo pecado, ter perdido a semelhança com Deus, o homem continua a ser à imagem do seu Criador. Conserva o desejo d’Aquele que o chama à existência. Todas as religiões testemunham esta busca essencial do homem. No entanto, é Deus que primeiro chama o homem.

3. Jesus ora e nos ensina a orar

O Filho de Deus, feito Filho da Virgem, aprendeu a orar segundo o seu coração de homem. Aprendeu as fórmulas de oração com a sua Mãe, que conservava e meditava no seu coração todas as «maravilhas» feitas pelo Onipotente. Ele ora com as palavras e nos ritmos da oração do seu povo, na sinagoga de Nazaré e no Templo. Mas a sua oração brotava duma fonte muito mais secreta, como deixa pressentir quando diz, aos doze anos: “Eu devo ocupar-me das coisas do meu Pai” (Lc 2, 49). Aqui começa a revelar-se a novidade da oração na plenitude dos tempos: a oração filial, que o Pai esperava dos seus filhos, vai finalmente ser vivida pelo próprio Filho Único na sua humanidade, com e para os homens.

4. São Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração

A primeira, a do «amigo importuno» (Lc 11, 5-13), convida-nos a uma oração persistente.

A segunda, a da «viúva importuna» (Lc 18, 1-8), está centrada numa das qualidades da oração: é preciso orar sem se cansar, com a paciência da fé. “Mas o Filho do Homem, quando voltar, achará porventura fé sobre a terra?“.

A terceira, a do «fariseu e do publicano» (Lc 18, 9-14), diz respeito à humildade do coração orante. A Igreja não cessa de fazer sua esta oração: Kýrie, eléison.

5. Formas de oração:

5.1. A oração de petição tem por objeto o perdão, a busca do Reino, bem como qualquer necessidade verdadeira.

5.2. A oração de intercessão consiste numa petição em favor de outrem. Não conhece fronteiras e estende-se até aos inimigos.

5.3. “Dai (ação de) graças em todas as circunstâncias” (1 Ts 5, 18). Toda a alegria e todo o sofrimento, todo o acontecimento e toda a necessidade podem ser matéria da ação de graças, a qual, participando na de Cristo, deve encher a vida toda.

5.4. A oração de louvor, totalmente desinteressada, dirige-se a Deus: canta-O por Si próprio, glorifica-O, não tanto pelo que Ele faz, mas, sobretudo porque ELE É.

6. Mais ainda:

O que o Pai nos dá, quando a nossa oração se une à de Jesus, é “o outro Paráclito, […] para ficar convosco para sempre, o Espírito de verdade” (Jo14, 16-17). Esta novidade da oração e das suas condições aparece ao longo do discurso do adeus. No Espírito Santo, a oração cristã é comunhão de amor com o Pai, não somente por Cristo, mas também n’Ele: “Até agora, não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis, para a vossa alegria ser completa” (Jo 16, 24).

7. Oração para pedir o Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAl SEM CESSAR (1 Ts 5, 17)

Ensino ministrado pelo Diácono Thiago Sardinha

Anotações por Antonio Onofre Andreão (Escola Mater Ecclesiae)

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