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Instruir e evangelizar para não entregar.

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Papa Pio VII

Ao recordar São Francisco Xavier é importante lembrar em que este insigne jesuíta influenciou os demais companheiros e seminaristas na Europa de então, visto suas cartas serem lidas nos colégios da Ordem como exemplo de auto-disciplina e fé. Sendo arma poderosa da contra-revolução,   a Constituição Jesuítica impunha um caráter militar em obediência à hierarquia da Igreja. Estiveram presentes em todas as navegações de exploração comercial e de conquista, pois navegar sem um padre a bordo era considerado uma temeridade.

No Brasil Colonia os jesuítas participaram desde os primórdios da Colônia, pois aqui aportaram em fins de 1548  na frota que trazia o governador-geral Tomé de Sousa.  Os seis missionários eram  liderados por Manuel da Nóbrega e com sua indispensável inculturação, foram catequizando e erguendo colégios e igrejas. Primeiro em Salvador, depois São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e, finalmente, distribuídos pelo litoral da atual Santa Catarina até o Ceará.

Desde o início da colonização os jesuítas sentiram que seria impossível escravizar os silvícolas. Acostumados à liberdade e disciplina primitiva levavam uma vida sem obrigações,  pautadas ao rigor dos deveres; pescavam, caçavam, nadavam e guerreavam contra outras tribos,  eliminando os irmãos e escolhendo os mais sadios e valentes para queima-los vivos e se banquetear. Cultivavam seus deuses segundo suas tradições e costumes primitivos. Os jesuítas sabiam que no estado de natureza todos os homens são livres e iguais e, para tanto a preocupação da Ordem religiosa era catequizar e instruir para não entregar aos colonizadores e  perdê-los para sempre.

A atividade educativa tornou-se a principal tarefa dos jesuítas que, com sua experiência pedagógica a partir das cortes europeias, evangelizava e instruía visando formar o homem integral segundo a fé e cultura da época. Era a chamada Ratio Studiorum.

As missões no Brasil eram unidades de produção autônomas e autosuficientes,  entrando em conflito com os colonizadores que insistiam em escravizar os índios sem sucesso. A pressão política começou a agir contra a Ordem religiosa pois o sucesso das missões,  dos engenhos e plantações administradas pela igreja incomodava o reino.  Finalmente, o papa Clemente XIV editou o breve Dominus ac Redemptor em Julho de 1773,  suprimindo os jesuítas de todos os países, excepto a Russia ortodoxa que não reconhecia a autoridade papal.   Entretanto,  no Brasil Colônia o Marques de Pombal com seu iluminismo já os havia expulsado em 1759.

Felizmente a Companhia de Jesus foi restaurada em 1814 pelo decreto do papa Pio VII através do decreto Solicitudo omnium eclesiarum.

por Ubirajara de Carvalho (MESC e membro do Apostolado de Oração)

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