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Escolas do imperador e a igreja de São Francisco Xavier

A construção de escolas públicas entre 1870 e 1877 destinadas a edificações escolares ficaram conhecidas como “Escolas do Imperador”, pois foram projetadas de forma a configurar o conceito da educação voltada para o aluno em vez de casas alugadas e inadequadas, prática e conceito vigente até então no ensino fundamental exercido pelo Estado. Na verdade o que o governo desejava era sobrepor a influência da igreja católica no ensino primário da educação junto à população. Segundo o governo, seria estabelecida uma nova organização leiga em substituição a igreja na circunscrição eclesiástica.

Dentre as chamadas Escolas do Imperador em um total de nove unidades, sobressaía aquela da Freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho vizinha à nossa paróquia.

A igreja de Jesus já tinha um histórico de instrução desde a época do descobrimento. A iniciativa dos jesuítas esteve presente desde o início da colonização do Brasil e a instrução dos filhos dos nativos e colonizadores fez parte da história do Brasil. Os jesuítas foram pioneiros no ensino na época do Brasil Colônia até a sua expulsão pelo Marques de Pombal. Sanado o grave erro da expulsão, a Igreja voltou a exercer seu papel educador. Portanto, além de serem pioneiros, o valor do trabalho dos jesuítas e demais ordens religiosas não podem ser removidas de nossa história por uma pena (canetada) administrativa.

Antevendo necessidades, nossa igreja tratou de implantar numa das naves laterais (em forma de cruz), uma biblioteca para estudos e consultas que viesse apoiar os alunos e, num ambiente de tranquilidade e silêncio; ela atendeu durante muito tempo a sua finalidade, servindo inclusive outros colégios públicos da região. Eram outros tempos onde reinava a paz e os costumes eram mais sadios, não existindo a violência e o desespero do consumo que ínsita os assaltos de hoje. A escola da freguesia de São Francisco Xavier do Engenho Velho se expandiu, invadiu uma parte de nosso terreno e, em 1898, foi transformada no Instituto Profissional Orsina da Fonseca em homenagem à primeira dama da República. A escola cumpriu diversas funções educativas e, finalmente, foi demolida na década de 1960 para dar lugar a um novo edifício onde hoje funciona  a Escola Municipal Orsina da Fonseca.

Incentivar a formação profissional de jovens carentes já era uma preocupação de nossa Igreja e, em abril de 1925 o vigário fundou a Associação das Moças Católicas da Paróquia que, durante um bom tempo, sustentou uma escola profissional de costura, flores e chapéus. A Escola Ida Vizeu, esposa de um ilustre paroquiano, consistia de um prédio térreo, próximo ao rio Trapicheiro dispondo de dois salões, um deles com um tablado, piano e 600 cadeiras utilizada para reuniões e eventos; outra sala para aulas. Sua inauguração contou com a presença do Cardeal D. Sebastião Leme. Após servir à comunidade, a benfeitoria foi demolida para a abertura da Avenida dos Trapicheiros.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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