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Do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa

Semana-SantaSemana Santa é uma tradição religiosa do Cristianismo que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. Se inicia na celebração da entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, que ocorre do domingo de ramos, e tem seu término com a ressurreição de Jesus Cristo, que ocorre no domingo de Páscoa.

1) Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor: abre solenemente a Semana Santa, com a da entrada de Jesus em Jerusalém. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeira. Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. Segundo os Evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os (discípulos). Entrou na cidade como um Rei, mas sentado num jumentinho – o simbolo da humildade – e foi aclamado pela população como o Messias, o Rei de Israel.  A multidão o aclamava: “Hosana ao Filho de Davi!” Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.

A celebração do Domingo de Ramos começa em uma capela ou igreja afastada de onde será rezada a Missa. Os ramos que os fiéis levam consigo são abençoados pelo sacerdote. Então, este proclama o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, e inicia-se a procissão com algumas orações próprias da festa, rumo à igreja principal ou matriz. Ao chegar onde será celebrada a missa solene, a festa muda de caráter, passando a celebrar a Paixão de Cristo. É narrado o Evangelho da Paixão, e segue a Liturgia Eucarística como de costume.

O sentido da festa do Domingo de Ramos: tratar tanto da entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, e depois recordar sua Paixão, é que essas duas datas estão intrinsicamente unidas. A Igreja recorda que o mesmo Cristo que foi aclamado como Rei pela multidão no Domingo, é crucificado sob o pedido da mesma multidão na Sexta. Assim, o Domingo de Ramos é um resumo dos acontecimentos da Semana Santa, e também sua solene abertura.

As vestes sagradas tem por finalidade exprimir externamente de modo mais eficaz, por um lado, o caráter peculiar dos mistérios da fé que se celebram e, por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do ano litúrgico. Usa-se a cor vermelha no Domingo da Paixão (ou de Ramos).

 

2) Segunda-feira da Semana Santa: É o segundo dia da Semana Santa. Onde o Nosso Senhor Jesus Cristo, começa sua caminhada rumo ao calvário. A diferença dos outros dias da Semana Santa que contam com cerimônias singulares, na Igreja Católica a Segunda-Feira Santa continua a celebração normal de missas. Durante ela, o Evangelho que é proclamado reflete a passagem da unção em Betânia, na casa de Lázaro, em que uma de suas irmãs, Maria unge Jesus com perfumes. A leitura corresponde ao Evangelho de São João: Jo 12,1-11.

Usa-se a cor Roxa.

 

3) Terça-feira da Semana Santa: O anúncio da traição de Judas, cf Jo 13,21-33. E, a negação de Pedro Jo 13,36-38. Em alguns lugares é celebrada, as sete dores de Maria.

Respondeu-lhe Jesus: “Darás a tua vida por mim!… Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo até que me negues três vezes“.

Usa-se a cor Roxa.

 

4) Quarta-feira da Semana Santa: É o quarto dia da Semana Santa. Encerra-se aqui o período quaresmal. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebra o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Evangelho de Mt 26,14-25 – A traição de Judas.

Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e perguntou-lhes: Que quereis dar-me e eu vo-lo entregarei. Ajustaram com ele trinta moedas de prata“.

Usa-se a cor Roxa.

 

5) Tríduo Pascal: é um conjunto de três dias, composto pela Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Vigília Pascal, véspera do Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa. Este último dia já não faz parte do Tríduo Pascal. Os ofícios da Semana Santa chegam à sua máxima relevância litúrgica, quando começa o tríduo pascal.

a) Quinta-feira Santa: É o quinto dia da Semana Santa. Neste dia é relembrada especialmente a Última Ceia. É também celebrada a Missa de Lava-pés, onde se relembra o gesto de humildade que Jesus realizou lavando os pés dos seus doze discípulos e comendo com eles a ceia derradeira. É neste momento que Judas Iscariotes sai correndo e vai entregar Jesus por trinta moedas de prata. É nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e no amanhecer da Sexta-feira, açoitado e condenado. A igreja fica em vigília ao Santíssimo, relembrando os sofrimentos começados por Jesus nesta noite. A igreja já se reveste de luto e tristeza desnudando os altares, quando é retirado todos os enfeites, toalhas, flores, velas, tudo para simbolizar que Jesus já está preso e consciente do que vai acontecer.

Na Missa dos Santos Óleos ou Missa do Crisma (celebrada na catedral de São Sebastião), a Igreja celebra a instituição do Sacramento da Ordem e a bênção dos santos óleos usados nos sacramentos do Batismo, do Crisma e da Unção dos Enfermos, e os sacerdotes renovam as suas promessas. Na Missa Vespertina, adquire especial relevância simbólica o lava-pés, realizado pelo sacerdote em memória do gesto de Cristo para com os seus apóstolos antes da última ceia. Instituição da Eucaristia, lava-pés, transladação e adoração do Santíssimo Sacramento. Evangelho Jo 13,1-15 (O lava-pés).

Usa-se a cor: Branco.

b) Paixão do Senhor (Sexta-feira Santa): É quando a Igreja recorda a Morte do Salvador. É celebrada a Solene Ação LitúrgicaPaixão e Adoração da Cruz. A celebração da morte do Senhor consiste, resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um padre, presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha. Evangelho: Jo 18,1-19,42.

A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne e qualquer tipo de ato que se refira a Prazer. Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.

As sete palavras de Jesus na cruz:

Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem (Lc 23,34).

Em verdade eu te digo que hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23,43).

Mulher, eis aí teu filho; olha aí a tua mãe (Jo 19,26-27).

Eli, Eli, lama sabachthani? (Deus, meu Deus, por que me abandonaste?)” (Mt 27,46 e Mc 15,34).

Tenho sede“. (Jo 19,28)

Está consumado (Jo 19,30)

Pai, em tuas mãos entrego meu espírito“. (Lc 23, 46)

c) Solene Vigília Pascal: A Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando em sua Paixão e Morte.

Os altares continuam desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações são as que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da Confissão. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.

Após o anoitecer, Solene Vigília Pascal: também chamado de Grande Vigília, é a celebração mais importante do calendário litúrgico cristão, por ser a primeira celebração oficial da Ressurreição de Jesus. Historicamente, é durante essa celebração que as pessoas (especialmente adultos) são batizados e adultos catecúmenos são recebidos em plena comunhão com a Igreja. É marcada pela primeira entoação desde o início da Quaresma do Glória e do Aleluia, uma característica litúrgica do Tempo Pascal.  Acontece a Bênção do fogo, do Círio Pascal, da água batismal, renovação das promessas batismais, procissão de entrada, proclamação da Páscoa, liturgia da palavra, Batismo, Eucaristia.

Usa-se a cor: Branco.

 

6) Páscoa do Senhor: A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. Comemoração mais importante do cristianismo, que celebra a vida, o amor e a misericórdia de Deus.

Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro”.

Usa-se a cor: Branco.

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