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Como superar a escassez com o Evangelho

As lições da vida nos ensina que sabedoria é considerar suficiente o necessário para viver, o que nos remete ao exemplo da natureza, obra de Deus, onde os rios não bebem de sua própria água, as arvores não comem de seu próprio fruto, o sol não brilha para si mesmo, as flores não exalam perfume para si e as abelhas não produzem mel só para elas, demonstrando que viver para o outro é a síntese da vida e de Deus. Nossa sociedade que nunca sofreu a devassa das guerras, foi afligida pela greve dos caminhoneiros e sofreu por ser materialista e consumista, com cada um olhando para o seu próprio umbigo, verificando o que faltava, antes de qualquer decisão. Ela ainda não aprendeu a dialogar com os vizinhos pois o desapego daquilo que sobra faz bem, por ressaltar o ser sobre o ter quando dividimos o que temos. As muitas campanhas que as ONGs e as Igrejas patrocinam nos momentos de calamidade pública, nem sempre é acompanhada pelo Estado lento em abraçar as causas populares onde, muitas vezes, a burocracia e a corrupção bloqueiam os escassos recursos alocados.

Os exemplos oriundos do primeiro mundo são significativos, haja visto quando ocorreu o último terremoto na Califórnia e as empresas aéreas reduziram o valor das passagens para facilitar a saída dos moradores da região afetada. Da mesma forma as “drugstores” nas áreas correspondentes limitaram o preço dos remédios para aliviar as perdas e gastos. É notório o fato de quase todas as famílias norte americanas ter em suas casas a fotografia de um menino ou menina, mantida no terceiro mundo e exibida em porta-retratos. Apresentam como minha criança no país tal com a convicção dos puros de espírito. Eu mesmo fui testemunha deste gesto em prol do próximo nas muitas residências que visitei por ocasião da celebração do dia de ação de graças, o maior feriado do país, quando lá estudava. E nós, como nos comportamos? Egoisticamente, abandonando nossos poucos pracinhas vivos e esquecendo os que se foram em contraste com as residências do Norte onde, cada bandeira tremula na frente da casa de cada veterano. Viver pelo outro em vida ou em sua memória, eis a regra. Lá, a sociedade não compactua com as ações deletérias do governo tão em moda nos dias de atuais.

Hoje, como sempre, falta altruísmo aos homens públicos e viver em permanente escassez, é a fórmula da sobrevivência, com parcos recursos na educação, emprego, moradia, saúde, transporte, cultura e em nossa renda, enquanto sobra recursos aplicados no patrimônio dos dirigentes. Mas nem tudo está perdido pois  é uma alegria verificar a dedicação de nossa comunidade sendo direcionada para se esforçar até o limite, onde encontramos jovens, adultos e idosos se entregando à Deus na confecção do tapete de sal, cada ano mais lindo, e nas doações para a festa de São João e assim ajudar a paróquia servir a comunidade na obra d’Ele. O ensinamento é Ora e trabalha, lembrando o preceito de São Bento.

Nossa paróquia é comandada por um pároco atuante e corajoso que não relutou em superar críticas e implantar a climatização da Igreja e do salão de eventos em momento de crise financeira para o bem de todos. Desejamos que o exemplo de coragem se espalhe pela cidade e pelo país na reversão da situação atual. Contamos com Deus e a dedicação de viver uns pelos outros; é a lei ditada pela natureza e apregoada por Ele, pois Jesus não se deixou crucificar para si, mas pela salvação de todos.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração).

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