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As hostilidades no Reinado de D. José

O seu reinado (décimo quinto rei de Portugal) durou vinte e sete anos. Desde o início o rei decidiu entregar o governo a Sebastião José de Carvalho e Melo, mais tarde conhecido como Marquês de Pombal.

Além de ser um contumaz perseguidor da Igreja, nutria um ódio contra a Companhia de Jesus. Os Capuchinhos tiveram uma prova de sua intolerância e crueldade dias após o terremoto de 1755 que arrasou Lisboa. Após a catástrofe, o padre Gabriel Malagrida, inocentemente, decidiu ofertar a D. José e ao Marquês um livrinho em que exortava os fieis a fugir do pecado e reformar os costumes para evitar novos desastres. Convencido de ser uma terrível insinuação desterrou Malagrida para Setúbal e sentenciou jesuítas que vieram expulsos do Brasil. Não satisfeito, agregou mais alguns capuchinhos à prisão.

Convencido de que não teria o apoio do Núncio Apostólico Dom Filipe Acciaioli, tratou de preparar uma cilada para afastá-lo de Lisboa. Celebrava-se em 6 de julho de 1760 o casamento da princesa D. Maria herdeira do trono com seu tio D. Pedro, irmão do rei D. José. Por determinação do reino, todos os diplomatas foram convidados menos o Núncio. Magoado, o Núncio não iluminou o seu palácio nas três noites seguintes como fizeram os demais embaixadores. Foi o suficiente para que recebesse um aviso ordenando retirar-se imediatamente de Lisboa e, em quatro dias, sair do reino. Em Roma, o Papa Clemente XIII, ciente do ocorrido, suspendeu a audiência a ser concedida ao embaixador português. A seguir houve a expulsão do pessoal da Nunciatura em Lisboa e o corte das relações com a Santa Sé.

Decorrido sete anos, o Santo Padre tentou a reconciliação enviando a D. José o breve “A quo die”, mas Pombal estava no auge da expulsão dos Jesuítas e em campanha para tentar conseguir a deposição do Papa Clemente XIII que faleceu em fevereiro de 1769 e não chegou a ver restabelecida a paz.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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