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A quarentena e o Brasil de hoje.

Registrando a quarentena no Brasil de hoje quando os dirigentes menosprezam a epidemia, urge-nos superar as dificuldades e carências trazidas pela falta de espaço e saneamento básico nas comunidades. Está na Bíblia “pobres sempre existirão”. Compete a nós, a porção mais esclarecida da população e que tiveram a possibilidade de frequentar bons colégios e se preparar melhor para a vida, usufruindo o que o mundo pode oferecer de melhor, o apoio e ajuda aos menos favorecidos.  É uma necessidade e diria até mesmo uma obrigação para nossa própria sobrevivência.  Todos nós temos de aprender a lidar com os desafios da época.

Já foi dito, a educação liberta o ser humano, por isso ela é tão temida pelos donos do poder.  No exercício da cidadania, deveria estar inserido na mente de todos os cidadãos os exemplos de grandes e médias empresas bem como cidadãos responsáveis que contribuem, por iniciativa própria, agregando valor às doações.

Nas comunidades carentes os próprios moradores se reúnem e dão o exemplo. Não há como duvidar, nosso povo é bom neste mundo mau.  De nada adianta ser tremendamente cristão, se não existir humildade e cidadania para atender os proclamos das autoridades e instituições credenciadas, limitando-se a criticar sem fundamento; os exemplos de cidadania na área agrícola tem sido marcante nos programas produtor-consumidor, atendendo nas áreas carentes e abaixando o custo dos produtos para os menos  favorecidos. No estágio em que estamos só a oração salva o Brasil e os brasileiros. O que está acontecendo é uma tragédia na história de nossa nação.

Eu roubaria a citação do escritor angolano José Eduardo Agualusa ao mencionar o Paradoxo do Gato de Schroinger que afirma ele pode estar vivo ou morto, dependendo do olhar do observador. Assim o mandatário poderia afirmar que o Corona vírus pode não existir… A peste que invadiu a Europa na idade média não serviu de ensino ao homem do século XXI, pois a solidariedade tem de ser mais forte que o vírus.

Aos apressados que correm para quebrar a quarentena frequentando as praias e barzinhos, menosprezando a dor daqueles que perderam seus entes queridos, temos que alertá-los que é necessário parar de correr para ajudar os que perderam o fôlego. Imitar os que permanecem em casa, abastecidos de todas as necessidades em seu universo egoísta, indiferente à dor do próximo, é imitar os personagens de Boccaccio que fugiram da pandemia abandonando seus doentes em Florença para verem seus servos tratarem seus doentes e serem contaminados. Os exemplos já citados no passado ainda são atuais; prefiro ficar junto aqueles que saúdam Ave Maria em confronto com aqueles que proclamam Ave Decamerão.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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