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A invernada em Moçambique

Ao chegar ao porto de Moçambique a maior parte da tripulação da frota (com Xavier a bordo), estava acometida de escorbuto. Com o hospital lotado de tripulantes da frota, faltou tripulantes e pessoas em condições de  executar o serviço de manobra dos barcos.  As águas estagnadas junto ao cais, produziam doenças que aceleravam a hemorragia nos enfermos. Isto posto, o escorbuto decompunha o sangue, gerando um odor insuportável e afastando aqueles que desejavam tratá-los.  O jesuíta, trabalhando sem cessar, seguia à risca a disposição do voto de pobreza e castidade, demonstrando uma disposição férrea e rígida disciplina.

Nos momentos de angústia, Xavier se agigantava e procurava triunfar de si mesmo, buscando os doentes mais repulsivos para tratá-los e consolá-los. Dormia entre os leitos dos enfermos e, muitas vezes, na cama com lençóis imundos abraçado aos doentes mais graves para alivia-los com sua presença. A carência de medicamentos era compensada pelo semblante angelical do santo padre. Ao ouvir o primeiro grito de dor ele levantava imediatamente e partia para junto do infeliz.

O exemplo deixado por Xavier impressionou sobremaneira o Vice-Rei, pois ele não recuava ao deparar com perigo algum. Preocupado com sua saúde já debilitada o Vice-Rei insistiu: –

Permita-me dizer meu padre que não tem ninguém aqui mais perigosamente doente do que vós. Deitai-vos eu vos suplico!

Ao lado de um pobre moribundo, ele retrucava:

– Eu vos prometo doutor. Entretanto, permita-me dizer que fiz voto de pobreza e prefiro viver e morrer entre os pobres. Desejo salvar esta alma antes que ele morra. Depois descansarei.

E assim, através de Xavier, Deus realizou impressionantes ações de caridade e milagres, provando que ele era um apóstolo do Senhor. Por meio de suas ações ele despertou o espírito missionário na cristandade. Foi o gigante português nascido no reino de Navarra, tendo evangelizado grande parte do Oriente conhecido de sua época. Foi sepultado numa ilha no litoral da China e, após três meses do sepultamento, teve seu corpo transferido para Malaca. Oito meses após, foi transplantado em segredo para Goa onde permanece até hoje, incorrupto dentro de uma caixa de prata na Basílica de Bom Jesus.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão e Membro do Apostolado da Oração).

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