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A infinitude de Deus, Uno e Trino

Trindade Misericordiosa, Irmã Caritas Müller

Está na Bíblia, dentre todas as criações de Deus Uno e Trino[1] o ser humano é o ponto alto da criação e somente ele foi criado à sua semelhança; portanto, ele é o realce da criação. Assim sendo, Deus deu ao homem um poder divino que é o livre arbítrio. Somente ele tem esse privilégio. O livre arbítrio permite que o homem tenha a liberdade de ser o dono de seu destino e influenciar o curso do mundo.  Portanto, este poder trás em si uma enorme responsabilidade que Deus nos confiou, ou seja, podemos ser os construtores ou destruidores do mundo e, portanto, nos elevarmos ao mais alto nível espiritual ou nos afundarmos no lameiro do mais baixo nível.

A Bíblia nos demonstra também que, ao logo da história existiram homens e mulheres que superaram imensos obstáculos e se tornaram grandes, dentre eles, cito: São Francisco Xavier, Santa Tereza de Calcutá,  Santo Inácio de Loyola, Jesuíta Matteo Ricci, Padre Josef Kentenich e tantos outros, como também,  filhos de reis e profetas que a despeito de suas famílias e berço, optaram por se afundar moral e espiritualmente. Os grandes homens e mulheres não foram pessoas sem tentações, simplesmente sofreram muitas e superando-as, santificaram-se. Portanto, temos de ter cuidado porque Deus nos chamará para prestar contas de quão bom uso fizemos do dom do livre arbítrio nesse curto período de nossa vida terrena.

Assim sendo, quando celebramos o nosso aniversário ou encerramos o ano, é a hora de avaliarmos quais os erros, transgressões ou pecados cometidos que nos afastaram de Deus no período.  Eu não diria que seria um momento de festa e sim de preocupação pelos mal feitos cometidos.  Afinal somos todos pecadores e tendemos a errar com frequência.  O mais importante é relembrar sempre que a avaliação para Deus tem de ser honesta para não cometermos outro erro ainda maior, ou seja, enganar a Deus.  Será que estamos cuidando bem do mundo que Ele nos confiou?  Esta pergunta é importante, notadamente agora em que nos preparamos para escolher novos mandatários pois, segundo registros, desde à época do Brasil Colônia   nossos ancestrais já pecavam em abundância através da luxúria e recebiam altos salários, engordavam seus proventos com propinas e desvio de verbas públicas.

Felizmente, a misericórdia divina considera o conjunto da obra, dando margem a que os pequenos deslizes sejam esquecidos, beneficiando a boa fé, pois Ele conhece todos os corações. Mas não podemos esquecer que fora da caridade não há salvação. A infinitude é um conceito que não conseguimos entender por completo por sermos seres finitos em um mundo finito. A ciência Matemática nos ensina que comparado ao infinito todos os tamanhos e medidas são iguais, não havendo diferença entre o grande e o pequeno, entre o mais e o menos importante, ou seja, tudo é importante. Dessa forma, para Deus não existe o mais e o menos, tudo é igualmente importante, inclusive nossa vida pessoal.

Ser infinito significa que Ele está em toda parte, está ciente de tudo, em cada um de nossos pensamentos e ações.  É o Deus todo poderoso.  Quando chegarmos ao fim dos tempos, haverá um tempo de paz e liberdade para todos.  A humanidade então, estará livre de toda e qualquer forma de escravidão e opressão, estando ausente o sofrimento, as doenças, as guerras, a pobreza e a morte. Tudo isso foi consequência da transgressão do homem que, ao nascer, contrariou a vontade de Deus e foi expulso do Jardim do Éden. Foi o seu pecado que trouxe o sofrimento ao mundo.

Contextualizando, para os que tem fé, Deus decreta o destino de todo o universo e de todos aqueles que nele habitam.

[1] A Trindade é una. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas. As pessoas divinas não dividem entre sí a única Divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro. O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza.

Colaboração: Ubirajara de Carvalho (Membro do Apostolado da Oração)

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